Um mecânico está desmontando o cabeçote de uma moto, quando ele vê na oficina um cirurgião cardiologista muito conhecido. Ele está olhando o mecânico trabalhar. Então o mecânico pára e pergunta:
- Ei, doutor, posso lhe fazer uma pergunta?
O cirurgião, um tanto surpreso, concorda e vai até a moto na qual o mecânico está trabalhando. O mecânico se levanta e começa:
- Doutor, olhe este motor. Eu abro seu coração, tiro válvulas, conserto-as, ponho-as de volta e fecho novamente, e, quando eu termino, ele volta a trabalhar como se fosse novo. Como é então, que eu ganho tão pouco e o senhor tanto, quando nosso trabalho é praticamente o mesmo?
Então o cirurgião dá um sorriso, se inclina e fala bem baixinho para o mecânico:
- Tente fazer isso com o motor funcionando...
Conclusão: Quando a gente pensa que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.
Oh! bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É gérmen - que faz a palma,
É chuva - que faz o mar.
(Castro Alves)
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Leituras 2009
1. O leilão do lote 49, Thomas Pynchon.
2. A casa das belas adormecidas, Yasunari Kawabata.
3. Todas as cidades, a cidade, Renato Cordeiro Gomes.
4. A luz fantástica, Terry Pratchett.
5. A arte cavalheiresca do arqueiro zen, Eugen Herrigel.
6. A marquesa d'O... e outras estórias, Heinrich Von Kleist.
7. Artemis Fowl, Eoin Colfer.
8. Coraline, Neil Gaiman.
9. A Oxford de Lyra, Philip Pullman.
FEVEREIRO
10. O mágico de Oz, Lyman Frank Baum.
11. O perfume, Patrick Süskind.
12. História de um louco amor / Passado amor, Horácio Quiroga.
13. Avante, soldados: para trás, Deonísio da Silva.
14. Hamlet : poema ilimitado, Harold Bloom.
15. Watchmen, Moore/Gibbons.
MARÇO
16. Hamlet, William Shakespeare.
17. Alice no país das maravilhas, Lewis Carroll.
ABRIL
18. Tudo o que eu queria te dizer, Martha Medeiros.
19. Calipso e Ulisses, Simone Athayde.
20. A revoada: O enterro do Diabo, Gabriel García Márquez.
21. Direitos iguais, rituais iguais, Terry Pratchett.
22. O caso dos exploradores de cavernas, Lon L. Fuller.
MAIO
23. O clube dos anjos, Luis Fernando Verissimo.
24. Através do espelho, Jostein Gaarder.
25. A décima segunda noite, Luis Fernando Verissimo.
JUNHO
26. Esaú e Jacó, Machado de Assis.
27. O opositor, Luis Fernando Verissimo.
28. Dagon, H. P. Lovecraft.
JULHO
29. Como me tornei estúpido, Martin Page.
30. Os livros perdidos de Eva, Josh Howard.
31. Singularity 7, Ben Templesmith.
32. A casa dos budas ditosos, João Ubaldo Ribeiro.
33. Esses livros dentro da gente, Stela Maris Rezende.
34. Vagabond v.1, Takehiko Inoue.
35. Oldboy v.1, Tsuchiya/Minegishi.
36. Oldboy v.2, Tsuchiya/Minegishi.
37. Oldboy v.3, Tsuchiya/Minegishi.
38. Estratégia do pensamento e projeto de vida, Michel Echenique Isasa.
39. A arte da ficção, David Lodge.
40. O sagrado e o profano, Mircea Eliade.
AGOSTO
41. Oldboy v.4, Tsuchiya/Minegishi.
42. Oldboy v.5, Tsuchiya/Minegishi.
43. Oldboy v.6, Tsuchiya/Minegishi.
44. Oldboy v.7, Tsuchiya/Minegishi.
45. Ficções, Jorge Luis Borges.
46. Ensaio sobre a cegueira, José Saramago.
47. A vida secreta dos grandes autores, Robert Schnakenberg.
48. Desvendando os segredos da linguaguem corporal, Allan e Barbara Pease.
49. O engenhoso fidalgo D. Quixote de La Mancha, Miguel de Cervantes Saavedra.
50. Narrativas gráficas, Will Eisner.
SETEMBRO
51. O mundo é bárbaro, Luis Fernando Verissimo.
52. Vagabond v.2, Takehiko Inoue.
53. A sedução da palavra, Affonso Romano de Sant'Anna.
54. Vagabond v.3, Takehiko Inoue.
55. O profeta, Khalil Gibran.
56. Oldboy v.8, Tsuchiya/Minegishi.
57. A menina que roubava livros, Markus Suzak.
58. A droga da obediência, Pedro Bandeira.
59. A guerra da arte, Steven Pressfield.
60. Bilbo, o hobbit, Tolkien/Dixon/Wenzel.
61. Vagabond v.4, Takehiko Inoue.
62. Vagabond v.5, Takehiko Inoue.
OUTUBRO
63. Mastigando humanos, Santiago Nazarian.
64. Whiteout: morte no gelo, Rucka/Lieber.
65. Vagabond v.6, Takehiko Inoue.
66. Vagabond v.7, Takehiko Inoue.
67. Hagakure, Yamamoto Tsunetomo.
68. O curioso caso de Benjamin Button, Fittzgerald/DeFilippis/Weir/Cornell.
69. Satanás, Mario Mendoza.
70. Borgia v.1, Jodorowski/Manara.
71. Borgia v.2, Jodorowski/Manara.
72. Borgia v.3, Jodorowski/Manara.
73. Querido e devotado Dexter, Jeff Lindsay.
74. Na busca de um homem, Michel Echenique Isasa.
75. Vagabond v.8, Takehiko Inoue.
76. Vagabond v.9, Takehiko Inoue.
77. Vagabond v.10, Takehiko Inoue.
78. O herói cotidiano, Délia Steinberg Guzmán.
79. Deus existe?, Ratzinger/d'Arcais.
NOVEMBRO
80. Melhor que você mesmo, Steve Farber.
81. Como escrever um livro, Ariel Rivadeneira.
Marcadores: autoria anônima
Alice é realmente um livro estranho, inicialmente. O leitor sente-se perdido na história, como se estivesse sendo conduzido por um escritor enlouquecido ou como se fosse transportado para um mundo sem a mínima pretensão de ser racional. Mas, em uma análise mais profunda, e levando-se em conta que é um livro infantil, pode-se dizer que Lewis Carroll tentou mostrar o mundo adulto pela visão de uma criança. Muitas coisas não fazem sentido, seja uma cerimônia de chá, um jogo de croqué, as atitudes daqueles que mandam, um julgamento etc. E, quando a criança, querendo satisfazer sua curiosidade inata, faz uma pergunta sincera, recebe complexas explicações que a deixam mais perdida ainda. Neste ponto de vista, o livro é uma pérola infantil, que deve influenciar muito mais crianças que adultos, pois já perderam a capacidade de sentir sem racionalizar. Quem senão uma criança conseguiria imaginar um País de Maravilhas com coelhos preocupados com a hora, cartas de baralho fiéis a uma rainha que só ordena execuções, um chapeleiro, um arganaz e uma lebre em uma interminável cerimônia de chá ou um gato de Cheshire que desaparece e reaparece em partes? As aparentes loucuras trazem à tona ensinamentos simples, mas importantes aos jovens.
Alice continuou: “Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para sair daqui?”
“Isso depende bastante de onde você quer chegar”, disse o Gato.
“O lugar não me importa muito...”, disse Alice.
“Então não importa que caminho você vai tomar”, disse o Gato.
“...desde que eu chegue a algum lugar”, acrescentou Alice em forma de explicação.
“Oh, você vai certamente chegar a algum lugar”, disse o Gato, “se caminhar bastante.” (pg.84)
leitura: Março de 2009
obra: Alice no País das Maravilhas (Alice's Adventures in Wonderland) de Lewis Carroll
tradução: Rosaura Enchemberg
edição: 1ª, L&PM - Coleção L&PM Pocket, vol. 143 (1999), 178 pgs
compare os preços: Buscapé

O desenho animado da Disney (1951), foi adaptado da obra de Carroll para parecer um pouco mais entendível, e pode ser visto no Youtube, dublado, em 8 partes.
Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 - Parte 5 - Parte 6 - Parte 7 - Parte 8
Em 2000, a EA lançou o jogo de computador American McGee's Alice, onde uma Alice adulta e dark retorna ao País das Maravilhas, agora bem mais perigoso. Delicie-se com o trailer do jogo abaixo.
Marcadores: literatura inglesa, livros
Saiu no Amálgama.com.br a minha resenha do livro História de um louco amor seguido de Passado amor, de Horacio Quiroga, entitulada Louco amor louco. O primeiro parágrafo do artigo diz:
"Responda rápido: qual seria o futuro de alguém cujo pai, padrasto, esposa e três filhos tivessem se suicidado? O que ele se tornaria com uma família assim? Bem, Horacio Quiroga (1879-1937) teve uma família assim e tornou-se escritor."Gostou? Então clique aqui e leia o artigo completo.
Marcadores: Amálgama, literatura uruguaia, livros, resenhas
“Quem vigia os vigilantes?” é mote central da HQ Watchmen, escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons. A graphic novel foi uma das que revolucionou as histórias em quadrinhos e ganhou muitos prêmios por isso. Originalmente publicada no Brasil em 1999 pela Abril em 12 revistas mensais, ganhou recentemente uma edição definitiva pela Editora Panini Brasil. A HQ traz a história de um grupo de ex-super-heróis (os Watchmen) que vivem nos EUA de 1985, em uma iminente 3ª Guerra Mundial contra a URSS. Assassinatos, conspirações e flashbacks da vida dos heróis vão arquitetando a trama e mostrando que tudo pode ter mais de uma interpretação. Apesar dos heróis serem desconhecidos para quem não leu a HQ, os seus conflitos pessoais fazem o leitor se identificar de cara com algum. Um exemplo é Rorschach, sendo que a frase dele quando se vê preso e ameaçado pelos bandidos que capturou no passado é a máxima do cara durão. Os desenhos são únicos, contando até 3 histórias paralelas ao mesmo tempo. Alguns quadros respondem a perguntas feitas no texto, o que garante diversão até mesmo nas releituras. A história do pirata é um brinde aos leitores. Os “documentos” no final de cada edição também. Em março de 2009 estréia o filme que, pelo trailer, parece ser uma boa adaptação. Lido em e-book.
leitura: Fevereiro de 2009
obra: Watchmen de Alan Moore, com ilustrações de Dave Gibbons
tradução: Jotapê Martins
edição: 1ª, Abril (1999), 12 edições de 36 pgs
compare os preços: Buscapé
Marcadores: histórias em quadrinhos, livros









