Encerrada a promoção Desculpa se te Chamo de Amor e, desta vez, como não há critérios de julgamento das respostas, somente a boa e velha sorte, saiu o resultado logo em seguida. O sorteio foi feito pelo site Random.org e os cinco primeiros números da lista foram:
Dos 50 que comentaram na promoção, o comentário de número 43 foi este:
Portanto, parabéns, Bob. Você tem 10 dias para reclamar o seu prêmio, mostrando os seus dados de contato (só o email basta) no seu perfil do blogger, que atualmente está restrito. Se até o dia 10/11/2009 não houver nenhum contato, o prêmio passará automaticamente para o segundo sorteado na lista, que também terá 10 dias para se manifestar, e assim, sucessivamente até que o livro vá de vez pra algum de vocês.Para quem não ganhou, lamento, mas era somente um livro entre 50 concorrentes (sendo que alguns não o levariam por não terem seguido as regras de identificação). Esta semana posto a nova promoção, e com uma surpresa: o ganhador poderá escolher o prêmio.
No mais, o meu muito obrigado aos participantes pelos comentários e a Editora Planeta pelo apoio.
1 abraço
A Microsoft havia anunciado o lançamento da atualização para a nova correção ortográfica da língua portuguesa para o segundo semestre, e ela saiu finalmente este mês. A atualização está de acordo com a publicação oficial da Academia Brasileira de Letras, o Dicionário Ortográfico da Língua Portuguesa e irá funcionar só para o Office 2007 com o Service Pack 2 instalado. Esta atualização torna o Verificador Ortográfico, o Dicionário de Sinônimos e o Verificador Gramatical em português (Brasil) do Microsoft Office 2007 compatíveis com a reforma ortográfica de 2009 do idioma português (Brasil).Para baixar a atualização, acesse o download direto, neste link.
Se quiser ver a página oficial da Microsoft com mais detalhes sobre a atualização:
http://www.microsoft.com/brasil/office/reforma/home.aspx
Refere-se: Word 2007, Excel, PowerPoint, Outlook
Para que este aplicativo funcione corretamente, observe os Requisitos do Sistema listados abaixo:
* Sistemas Operacionais com Suporte: Windows Server 2003; Windows Vista; Windows XP
* Esta atualização destina-se aos seguintes produtos: Revisores de Texto do Microsoft Office 2007
* Versão do Windows Installer com suporte: Windows Installer 3.1 ou superior. O Windows Server 2003 Service Pack 1 inclui o Windows Installer 3.1. O Windows Installer 3.1 também está disponível como um download à parte no seguinte local:
Windows Installer 3.1 Redistributable (v2)
Certifique-se de ter instalado em sua máquina versões do Microsoft Office 2007 (em Português ou em Inglês).
Este livro foi gentilmente cedido e enviado pelo autor/editora para ser resenhado. Fica, assim, automaticamente sujeito à Política sobre Resenhas Solicitadas deste blog. O texto abaixo pode conter revelações sobre o enredo (spoilers).
Dexter está de volta, com as facas e o humor negro mais afiados que nunca. E isto é um fato: qualquer leitor que tenha lido o primeiro livro da série, Dexter: a mão esquerda de Deus (Planeta, 2008) percebe a nítida melhora do personagem e da trama no segundo volume, Querido e Devotado Dexter (Planeta, 2009), lançado há alguns meses no Brasil. Jeff Lindsay consegue deixar o seu assassino favorito mais sarcástico que o Dr. House e Stewe (da série Uma família da pesada) juntos, e até mais sarcástico – e sombrio – que o Dexter da tevê. Parece que suavizaram o personagem adaptado para a telinha, assim como os seus arquiinimigos, para não chocar tanto os politicamente corretos.Nesta continuação, Dex se vê interpretando um papel com o qual não está acostumado: agora ele é a caça. De dois caçadores experientes na arte de matar. O sargento Doakes o segue por todos os lugares, tentando provar as suas suspeitas levantadas desde o final do primeiro livro. E, tanto Doakes quanto Dexter sabem reconhecer os seus pares, percebem o instinto assassino no olhar. Essa situação força Dexter a assumir uma postura “normal”, deixando de lado seu passatempo noturno favorito e ficando mais tempo na casa da Rita, seus filhos Astor e Cody, conhecendo a maravilha moderna (norte-americana?) que é beber cerveja light em frente a tevê. Uma dose de calmante cavalar para o Passageiro das Trevas. Além disso, surge um novo assassino em Miami, o famigerado Doutor Danco (um vilão bem mais perigoso no livro), que busca vingança em antigos companheiros de guerra. Dexter é forçado a persegui-lo e se vê enfrentando um adversário mais enigmático e bem treinado que ele. O mais importante não é quem sairá ileso (Dexter, Doakes ou Danco) deste duelo triplo com altas doses de adrenalina, insânia e testosterona, pois os outros dois livros sequenciais do perito em borrifos (com sede) de sangue já revelam muito sobre quem sobrevive. Mas o como e o porquê Dexter entrar e sair de tantas enrascadas é o charme que só Lindsay teve a ousadia e imaginação de criar.
Um dos principais atrativos do livro são as tiradas espirituosas, sarcásticas e carregadas de humor negro de Dexter frente a situações comuns e outras não tão comuns. Como na cena em que os paramédicos chegam para socorrer uma vítima do Dr. Danco e conversam com Dexter:
- Há lugar para mais um? – perguntei. Não vai ocupar muito espaço, mas vai precisar de forte sedação.Aforismos impiedosamente mordazes são com ele. Ninguém escapa: policiais, gordas, motoristas, cadáveres, assassinos e até ele mesmo. Em média, são três comentários espirituosos por página. O segundo livro também inova ao mostrar Dexter chamando-se na terceira pessoa do singular com adjetivos para demonstrar como está o seu estado de espírito (lembre-se que ele é um sociopata sem emoções ou remorso): Dexter Desastrado, Bom e Submisso Dexter, Dexter Domesticado, Querido e Devotado Dexter, sendo este último, o título escolhido para o livro pelos leitores em um concurso na internet.
- Em que estado ele está? – perguntou o cara de cabelo espetado.
Era uma boa pergunta para alguém da sua profissão, mas as respostas que me ocorreram eram um tanto impertinentes, de modo que falei apenas:
- Acho que você também vai precisar de forte sedação.
Outro atrativo, este agora para os seguidores da série Dexter (Showtime, 2006), é que a história do segundo livro é diferente da segunda temporada na tevê. Ambas são melhores que as primeiras, mas tomam rumos diferentes a partir da única mudança que ocorre entre o final do primeiro livro e o final da primeira temporada. Na tevê, o foco inevitavelmente recai sobre Lila, sem dúvida uma das vilãs mais "quentes" e loucas que já apareceram, e não sei se ela aparece nos próximos livros. Já no segundo livro, quem rouba a cena, depois de Dexter, é claro, é o Dr. Danco. Com importante participação do sargento Doakes. E como a série já está na quarta temporada e o segundo livro só agora chega às livrarias brasileiras, consegue-se perceber quais sub-tramas foram retiradas de qual livro. Algumas delas são dos primeiros livros mas estão recém aparecendo nas telas, na temporada atual, em contextos diferentes.
A editora somente pecou neste volume na parte de revisão, deixando passar um “imdeiato” ao invés de imediato (pg. 27), um “linhas obrigações” ao invés de minhas obrigações (pg. 134) e um erro bizarro na pg. 71, onde aparece um número e pula-se 3 linhas no texto sem qualquer justificativa:
"O coronel abriu a boca, e Doakes ergueu as sobrancelhas. Após pensar um pouco, vendo o rosto sob aquelas sobrancelhas, o coronel-37Fica o aviso para uma revisão mais apurada na próxima tiragem da edição e uma maior atenção ao lançarem o terceiro livro da série que, ao que tudo indica, deve pintar no Brasil em 2010. Mesmo assim, tais detalhes gramaticais não chegam a estragar a maravilha que é entrar na mente perturbada e afiada de um serial-killer. Querido e devotado, mas mesmo assim, um serial-killer.
-comandante decidiu desistir.
O capitão Matthews pigarreou, numa tentativa de recuperar o controle."

Veja também:
- Resenha de Dexter: a mão esquerda de Deus, de Jeff Lindsay;
Tema de abertura da série:
AVISO: estou testando uma mudança de estilo e tema, e o miniconto abaixo foi elaborado propositalmente para provocar repulsa. Se você não gosta de ler coisas assim, não prossiga. Se acredita que já viu um pouco de tudo e quer se aventurar a ler, peço somente que depois deixe o seu comentário se eu consegui atingir, mesmo que um pouco, o objetivo. Este texto foi inspirado nesta imagem.
Não sinto dor, exceto quando tento pensar. É como se acordasse agora, sentindo que perdi algo. Não estou na minha cama. Não estou na minha casa. E parece que também não estou no meu corpo. Percebo-me imóvel, no chão frio, em meio à montanhas de lixo. Tento mexer a minha mão. Devo ter mexido, mas não a senti. Está morta. Eu também devo estar, porque não ouço, não sinto, não vejo muito bem, pois a claridade me cega. Mas há um movimento, uma sensação que percorre o meu corpo, lentamente, de baixo para cima. São pequenos pulsos compassados que provocam arrepios. Só quando o rabo toca meu nariz percebo que não sou eu e sim um camundongo explorando o mundo sobre mim. Ele para e cheira o meu rosto. Sinto seus longos bigodes roçando a minha pele e o seu nariz úmido e gelado me traz uma percepção de que, afinal, não estou morto. Ele começa a lamber algo em meu rosto. Não. Ele começa a comer o que antes era o meu olho direito. Sinto um líquido quente escorrendo e me encharcando a medida que os seus dentes e unhas afiados me possibilitam ouvir o crunch-crunch em meus ossos. Mas não sinto dor. E percebo calmamente que não tenho mais olho quando ele – o gordo – ao tentar entrar mais fundo, entala na cavidade óssea ocular vazia. As suas unhas afiadas derrapam sob a minha face soltando tirinhas de pele e filetes de sangue. Instintivamente, minha mão pega pelo meio e o puxa para fora. Ele guincha, arranha, morde, xinga, babando restos do líquido gelatinoso que antes me possibilitava enxergar, e cospe sangue em mim. Eu sorrio. Percebo que o meu outro olho está bom enquanto vejo umas terminações nervosas que também deveriam ser minhas sendo sugadas entre patinhas e dentes. Então, ele para e lambe os bigodes e me encara com aqueles olhos negros, como que sabendo quem venceria ao final. Mas ele e eu não contávamos que o meu corpo se levantaria. O mundo gira ao redor de mim mas não caio. Uso um paletó, e coloco o camundongo no bolso, ainda o segurando com a mão. Olho para a outra mão e vejo apenas a manga do paletó. Isso que dá ter um olho só: consegue-se ver apenas uma mão. As pernas cambaleiam sem rumo sem que eu mande. Estão mais vivas que eu. Seguem até uma estrutura retorcida de ferro e pedras que parece uma lembrança, só que mais feia. Um vento sulfuroso quase me derruba, quase fecha o meu olho só. Tiro a mão do bolso para proteger-me e o rato foge. Covarde. Passo a mão pelo rosto e não sinto a pele, só ardor. Mas é o rosto ou a mão que está sem pele? É quando vejo o menino, nu, coberto de fuligem, chorando, a poucos metros. É para lá que as pernas me levam. Ele tem o rosto coberto de sangue e algo escorre pelo seu nariz. Ele lambe os bigodes e me encara com seus olhos negros. Mas desta vez, o camundongo dentro de mim é mais rápido, e quando percebo já sinto o estourar do seu olho direito sob os meus dentes.
Leia também a Parte VII.Olhando para fora da janela redonda do navio só se avistava areia por todo o horizonte. Olhando para dentro, via-se um druida e um francês presos por correntes aguardando silenciosos o regresso de BB. O navio estava parado, por ordens do capitão. A tripulação de piratas, depois de levarem os prisioneiros até a cela do navio, aproveitava o dia de folga para tomar banho de sol e se bronzear no convés. Uns vendiam água de côco, outros picolés, óculos escuros ou espetinhos de camarão. Procuravam curtir ao máximo o momento de folga até a hora em que o capitão saísse de sua cabine. Somente ele e a menina loira haviam entrado. E, é claro, os dois guarda-costas do capitão que, caso algo desse errado, estariam prontos para punir BB com suas longas e afiadas espadas.
Dentro da cabine, BB repassava mais uma vez o que propora fazer. Os dois guarda-costas, apesar de manterem olhares ferozes e caras de mau, não entendiam patavinas do que ela falava. Mas Corruto III, o capitão papagaio, estava atento, absorvendo os detalhes repetidos por BB pela enésima vez.
- Capitão, você deve ter ouvido que nós, bruxas, gostamos de transformar príncipes em sapos. Eu mesma fiz isso muitas vezes, é um feitiço que aprendemos no primário, na hora do recreio. E podemos transformar humanos em porcos, tartarugas, bodes, árvores e até em pedras. Há, no entanto, uma colega de profissão, uma fada madrinha, que ficou bastante conhecida por fazer justamente o contrário: transformou dois ratos em cocheiros e uma abóbora em carruagem. E isto é o que proponho: transformar você em um ser humano. Imagine você pode usufruir os prazeres de ser um legítimo pirata, sem que ninguém fique te olhando de esguelha por causa da sua cor ou tamanho. Perdoe-me a franqueza, mas o humano mais franzino, se tiver poder em suas mãos, intimida mais que uma ave. Eu sou o melhor exemplo de que tanto posso intimidar até mesmo estando no corpo de uma menininha quanto de que continuo capaz de fazer feitiços de transmutação.
- Concorrrdo, emborrra sua aparrrência rrrevele que você é um pouco desastrrrada. Mesmo assim, sua prrroposta me interrressa. Mas, porrr garrrantia, trrrouxe estes pirrratas parrra te castigarrrem caso tente alguma grrracinha - e olhando para os guarda-costas, ordenou - Homens, caso essa menina me trrransforrrme em qualquerrr coisa que não seja um homem, acabem com ela imediatamente, ouvirrram? Porrrque ela terrrá condenado toda a trrripulação a morrrrrrerrr se Corrrrrruto III não forrr o capitão.
- Sim, chefe! - grunhiram os dois homens em uníssono enquanto preparavam as espadas. Essa ordem era fácil de entender.
BB olhou para eles e não tinha dúvidas que estava em desvantagem. Mesmo ela sendo uma poderosa feiticeira, atacar um bando de piratas, em um navio parado no meio do deserto não seria algo inteligente. Além do mais, o papagaio tinha razão: ele era o único que conhecia a rota para o navio sair dali. A ave ordenara propositalmente que parassem onde não havia vento algum. Poderiam levar anos para encontrarem um vento que moveria as velas do navio, e mais tempo para não ziguezaguearem sem rumo eternamente de um vento a outro no centro do deserto. A bruxinha não tinha outra opção a não ser cumprir a sua palavra e transformar a ave em homem para que ela e os seus companheiros seguissem viagem.
Existem feitiços que necessitam de preparação, de ingredientes mágicos ou estranhos, como olhos de barata vesga ou rabo de cobra de duas cabeças. Outros não. Basta concentração e prática. Por isso, Balbina Beladona tirou o seu gorrinho escarlate, estalou os dedinhos e respirou profundamente. Depois, apontou as mãozinhas para o papagaio em cima da escrivaninha. Faíscas azuis e douradas começaram a saltar de seus olhos enquanto ela pronunciava palavras que só ela entendia. Eram palavras evocadas de tempos imemoriais, passadas entre gerações nas Universidades Internacionais de Bruxaria ou em cursinhos intensivos de férias. Suas mãos brilhavam, assim como os seus olhos azuis. Seus lábios moviam-se cada vez mais rápidos e o som parecia quase uma música. Até que ela parou, e os dois piratas fecharam os olhos para não ver o que aconteceria. Mas aconteceu somente o silêncio. Eles olharam um para o outro e deram de ombros. Mas BB recomeçou repentinamente as invocações dando um susto no brutamontes que estava mais perto. De repente, um raio brilhante saiu de suas unhas pintadas de rosa com detalhes de florzinhas brancas e atingiu em cheio a ave. Não daria para dizer se foi um único raio de duas cores ou dois raios de uma única cor cada. Por alguns segundos a cabine toda iluminou-se de azul e dourado. Em seguida, o ambiente se encheu de fumaça, e por alguns instantes, os três tiveram de conter a tosse e acostumar os olhos para verem o lugar onde estava o capitão. A fumaça se dissipou aos poucos. Assim que a visibilidade apareceu, mostrou algo que os dois piratas não esperavam e eles, sem um gomo de cérebro mas leais como bêbados dividindo a última garrafa, sacaram as espadas e partiram para cima de BB. Afinal, ordens eram ordens. Quando a seguravam pelos cachinhos dourados, prontos para o golpe fatal, ouviram:
- Parrrem!!!
Era a voz grossa de Corruto III ecoando pela cabine e paralisando a ação dos homens.
- Mas chefe, você mandou...
- Calem a boca, imbecis! Vocês não entendem nada. Aguarrrdem do lado de forrra da porrrta. Eu prrreciso terrr uma converrrsinha a sós com ela.
No convés, já era fim de tarde e a tripulação recolhia e guardava esteiras, pratos de farofa e espreguiçadeiras. O ex-capitão Barbarrala andava de um lado para outro, sem conseguir disfarçar a ansiedade. Porque estavam demorando tanto lá dentro? Será que Balbina continuava tão má como ele conhecera antes? Ela o ajudaria a retomar o seu navio? Quanto isso custaria à ele? Eram muitas as perguntas e nenhuma resposta. Foi quando a porta da cabine se abriu e saíram os dois piratas. Ficaram algum tempo do lado de fora, como cães de guarda. Lá dentro, havia barulho de discussão, gritos e vidros quebrando. Depois de um tempo, BB saiu, toda descabelada, amarrada com uma corda grossa e amordaçada com uma fita. Pelo jeito, parecia que o feitiço não havia funcionado. Barbarrala teria de se conformar em ser pirata papagaio de papagaio pirata para o resto da vida. Foi quando percebeu os olhares de todos no convés para o novo capitão, que acabara de sair pela porta, segurando uma espada. Ele havia vestido algumas roupas que encontrou nos baús de Barbarrala e que, por sinal, lhe caíram muito bem. Segundo o cochicho de dois ou três piratas mais antenados com a moda da estação, aquelas roupas caíram muito melhor no novo capitão. Ou melhor, na nova capitã. Isso mesmo. Ninguém tinha se tocado que Corruto III era um papagaio fêmea. E agora uma tripulação inteira babava diante de uma mulher exuberante, que revelava formas sensuais, longos cabelos negros e um olhar mais rápido e mortífero para atravessar qualquer coração ali que a espada mais afiada.
- Trrragam os prrrisioneirrros. A parrrtirrr de agorrra eles passam a serrr trrripulantes do Darrrius Drrrome. Mas levem esta brrruxa parrra a cela, ela pode querrrer desfazerrr o feitiço que me deu este corrrpo.
A voz da capitã era a mesma de antes, igual à de Barbarrala, grossa e com sotaque, mas foi como se nada tivesse dito. Todos continuavam embasbacados com aquela visão. Ouviu-se apenas um assovio e um "ê gostosa". Até mesmo Barbarrala, que tinha maquinado a tarde toda retomar o navio com a ajuda de BB, estava paralisado boquiaberto. Ele só notou BB parada bem ao seu lado quando ela deu um pisão no pé dele, tentando dizer algo que a mordaça impedia. Ele acordou bradando:
- Vocês ouviram o capitão, er... quer dizer, a capitã, busquem os prisioneiros imediatamente, seus molengas! E mantenham a bruxa encarcerada e sob vigia até a segunda ordem!
Agora sim, alguns homens saíram correndo levando BB arrastada para o porão, mas a maioria ainda suspirava. Ao chegarem no convés, Carpeaux perguntou com os olhos ao druida quem era aquela beldade, e recebeu a silenciosa resposta de que era o papagaio capitão. Carpeaux percebeu que o druida não parecia surpreso e considerou que, se ele já tinha percebido o sexo do papagaio quando sugeriu o feitiço, ele era bem mais esperto que todos ali. Por isso, começou a desconfiar se ele era apenas um druida andarilho caladão ou se escondia algo mais debaixo daquele capuz.
- Todos peguem as corrrdas e puxem o navio parrra leste. Dois quilômetrrros. Mudança de rrrota, vamos para as Terrrrrras Geélidas - e enquanto os piratas saíam correndo, esbarrando uns nos outros, a capitã olhou para Barbarrala e ordenou - Você, venha cá!
Barbarrala aproximou-se com um misto de fascinação e temor. Ele nunca vira mulher mais bela. Muito menos com uma voz tão poderosa e cheia de charme. Uma voz que o excitava, pois era a sua própria voz. Ele não sabia o que Balbina tinha revelado à capitã sobre ele, portanto não fazia ideia do que esperar. Ele sabia que a capitã teria agora uma forma de controle a mais sobre os homens que ele jamais tivera: o poder da sedução. Mas também sabia que nunca antes ouvira sobre um navio pirata comandado por uma mulher, nem mesmo nas edições da sua revista favorita, a IstoéPirataria. Ele pensava inúmeras coisas, menos no que viria a acontecer a seguir: a capitã o pegou pelo pescoço e o beijou sem que ele pudesse esboçar reação. Não foi um beijo daqueles em que toca uma musiquinha no ar. Foi um beijo daqueles em que se para de respirar, de se mexer, de pensar, de existir. Barbarrala só voltou a si depois de alguns minutos, e olhou para a capitã com um sorriso abobalhado.
- Seu tolo, eu semprrre gostei de você, e você nunca perrrcebeu. Semprrre me levava junto parrra as taverrrnas quando saía em busca de bebidas e mulherrres. No seu camarrrote, eu tinha de suporrrtarrr o quadrrro de outrrra mulherrr. Agorrra o quadrrro não existe mais e esperrro que aquela mulherrr também não exista mais parrra você. Assim, posso terrr você como semprrre quis. Mas antes você terrrá que prrrometerrr me obedecerrr em tudo.
- Eu prometo, eu prometo.
- Pois bem, a minha prrrimeirrra orrrdem é que você escolha um nome parrra mim. Afinal, eu não tenho mais carrra de Corrrrrruto III, cerrrto?
- Sim, capitã, pensarei em algo tão exuberante quanto você.
E, enquanto os dois pombinhos trocavam afagos e planos de conquista dos sete desertos do mundo, Carpeaux parabenizava o druida pela excelente ideia, mas não deixava de sentir a falta de BB ali com eles. Contudo, o mais importante é que eles agora estavam no caminho das terras dos gigantes. Olhou para a areia e viu a maioria dos piratas puxando o navio com longas cordas. Era o segredo dos atalhos de Barbarrala, que Corruto decorou tão bem: conhecer em que ponto as rotas de dois ou mais ventos passavam próximas que com alguns metros de ajuste poderia-se pegar outro vento e partir para outro destino. Mas, antes de chegarem à outra rota, ouviram um grito vindo da parte mais alta do mastro principal, fazendo todos correrem para bombordo.
- Ilhoásis à vista! Ihoásis à vista!
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Alguns livros já entraram em domínio público (sem direitos autorais), e foram disponibilizados para download no site www.dominiopublico.gov.br (do Governo!). Veja abaixo os 200 mais populares (quantidade de downloads). Agora não existe mais aquela desculpa de que livro é caro!
- A Divina Comédia - Dante Alighieri
- Poemas de Fernando Pessoa - Fernando Pessoa
- A Comédia dos Erros - William Shakespeare
- Romeu e Julieta - William Shakespeare
- Mensagem - Fernando Pessoa
- Dom Casmurro - Machado de Assis
- Sonho de Uma Noite de Verão - William Shakespeare
- O Eu profundo e os outros Eus. - Fernando Pessoa
- A Cartomante - Machado de Assis
- Poesias Inéditas - Fernando Pessoa
- Cancioneiro - Fernando Pessoa
- A Megera Domada - William Shakespeare
- Tudo Bem Quando Termina Bem - William Shakespeare
- A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca - William Shakespeare
- A Carteira - Machado de Assis
- Dom Casmurro - Machado de Assis
- Do Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
- Macbeth - William Shakespeare
- O pastor amoroso - Fernando Pessoa
- A Igreja do Diabo - Machado de Assis
- A Tempestade - William Shakespeare
- Livro do Desassossego - Fernando Pessoa
- O Mercador de Veneza - William Shakespeare
- Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
- A Carta - Pero Vaz de Caminha
- Cancioneiro - Fernando Pessoa
- O Guardador de Rebanhos - Fernando Pessoa
- Trabalhos de Amor Perdidos - William Shakespeare
- Os Lusíadas - Luís Vaz de Camões
- A Carta de Pero Vaz de Caminha - Pero Vaz de Caminha
- Este mundo da injustiça globalizada - José Saramago
- A Carteira - Machado de Assis
- Conto de Inverno - William Shakespeare
- A Cartomante - Machado de Assis
- Muito Barulho Por Nada - William Shakespeare
- Poemas Traduzidos - Fernando Pessoa
- A Metamorfose - Franz Kafka
- A Mão e a Luva - Machado de Assis
- Americanas - Machado de Assis
- Otelo, O Mouro de Veneza - William Shakespeare
- Júlio César - William Shakespeare
- A Cidade e as Serras - José Maria Eça de Queirós
- Rei Lear - William Shakespeare
- Poemas Inconjuntos - Fernando Pessoa
- O Alienista - Machado de Assis
- Antônio e Cleópatra - William Shakespeare
- A Causa Secreta - Machado de Assis
- A Esfinge sem Segredo - Oscar Wilde
- Kamasutra - Mallanâga Vâtsyâyana
- Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
- O Banqueiro Anarquista - Fernando Pessoa
- Arte Poética - Aristóteles
- A Ela - Machado de Assis
- A Volta ao Mundo em 80 Dias - Júlio Verne
- Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente
- A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo
- Iracema - José de Alencar
- Adão e Eva - Machado de Assis
- Dom Casmurro - Machado de Assis
- Poemas em Inglês - Fernando Pessoa
- Édipo-Rei - Sófocles
- Iliada - Homero
- A Igreja do Diabo - Machado de Assis
- Odisséia - Homero
- Senhora - José de Alencar
- Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
- Poemas de Álvaro de Campos - Fernando Pessoa
- Poemas Selecionados - Florbela Espanca
- Ricardo III - William Shakespeare
- Alma Inquieta - Olavo Bilac
- As Alegres Senhoras de Windsor - William Shakespeare
- Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público - Fundação Biblioteca Nacional
- A Chinela Turca - Machado de Assis
- Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente
- Os Maias - José Maria Eça de Queirós
- A Pianista - Machado de Assis
- A Escrava Isaura - Bernardo Guimarães
- Poemas de Ricardo Reis - Fernando Pessoa
- Iracema - José de Alencar
- Os Sertões - Euclides da Cunha
- Quincas Borba - Machado de Assis
- A Dama das Camélias - Alexandre Dumas
- Fausto - Johann Wolfgang von Goethe
- A Alma Encantadora das Ruas - João do Rio
- O Guarani - José de Alencar
- Primeiro Fausto - Fernando Pessoa
- O Cortiço - Aluísio Azevedo
- Pai Contra Mãe - Machado de Assis
- Poemas de Ricardo Reis - Fernando Pessoa
- Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
- Sonetos – Luís Vaz de Camões
- Hamlet – William Shakespeare
- Contos Fluminenses - Machado de Assis
- Eu e Outras Poesias - Augusto dos Anjos
- A Vida Eterna - Machado de Assis
- O Primo Basílio - José Maria Eça de Queirós
- Canção do Exílio - Antônio Gonçalves Dias
- O Espelho - Machado de Assis
- Eu - Augusto dos Anjos
- A Herança - Machado de Assis
- A chave - Machado de Assis
- A Mulher de Preto - Machado de Assis
- Utopia - Thomas Morus
- Don Quixote. Vol. 1 - Miguel de Cervantes Saavedra
- Os Lusíadas - Luís Vaz de Camões
- Medida Por Medida - William Shakespeare
- A Segunda Vida - Machado de Assis
- Os Dois Cavalheiros de Verona - William Shakespeare
- A Mão e a Luva - Machado de Assis
- Adão e Eva - Machado de Assis
- A Mão e a Luva - Machado de Assis
- As Vítimas-Algozes - Joaquim Manuel de Macedo
- A Mensageira das Violetas - Florbela Espanca
- Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
- O Primo Basílio - José Maria Eça de Queirós
- Astúcias de Marido - Machado de Assis
- Carta de Pero Vaz de Caminha. - Pero Vaz de Caminha
- Divina Comedia - Dante Alighieri
- O Crime do Padre Amaro - José Maria Eça de Queirós
- Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
- El Arte de la Guerra - Sun Tzu
- Helena - Machado de Assis
- Antes que Cases - Machado de Assis
- O Navio Negreiro - Antônio Frederico de Castro Alves
- Missa do Galo - Machado de Assis
- Esaú e Jacó - Machado de Assis
- Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco
- O Alienista - Machado de Assis
- Coriolano - William Shakespeare
- A Causa Secreta - Machado de Assis
- Don Quixote - Miguel de Cervantes
- O Alienista - Machado de Assis
- A Desejada das Gentes - Machado de Assis
- Os Maias - José Maria Eça de Queirós
- Cartas D’Amor - José Maria Eça de Queirós
- A melhor das noivas - Machado de Assis
- A Desobediência Civil - Henry David Thoreau
- Tito Andrônico - William Shakespeare
- O triste fim de Policarpo Quaresma - Afonso Henriques de Lima Barreto
- Camões - Joaquim Nabuco
- Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis
- Noite na Taverna - Manuel Antônio Álvares de Azevedo
- O Crime do Padre Amaro - José Maria Eça de Queirós
- O Abolicionismo - Joaquim Nabuco
- Os Sertões - Euclides da Cunha
- Don Quijote - Miguel de Cervantes
- Aurora sem Dia - Machado de Assis
- Contos - José Maria Eça de Queirós
- A Mulher de Preto - Machado de Assis
- O Cortiço - Aluísio Azevedo
- Senhora - José de Alencar
- Schopenhauer - Thomas Mann
- Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. - Fernando Pessoa
- Conto de Escola - Machado de Assis
- Amor com Amor se Paga - Joaquim José da França Júnior
- A Volta ao Mundo em Oitenta Dias - Júlio Verne
- Livro de Mágoas - Florbela Espanca
- A viúva Sobral - Machado de Assis
- Almas Agradecidas - Machado de Assis
- Cinco Minutos - José de Alencar
- As Primaveras - Casimiro de Abreu
- Outras Poesias - Augusto dos Anjos
- Anedota Pecuniária - Machado de Assis
- A Viuvinha - José de Alencar
- Anedota do Cabriolet - Machado de Assis
- A Sereníssima República - Machado de Assis
- Lucíola - José de Alencar
- A esfinge sem segredo - Oscar Wilde
- Papéis Avulsos - Machado de Assis
- Balas de Estalo - Machado de Assis
- Helena - Machado de Assis
- A última receita - Machado de Assis
- Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional - Fundação Biblioteca Nacional
- A Semana - Machado de Assis
- Antes da Missa - Machado de Assis
- A Princesa de Babilônia - Voltaire
- A Relíquia - José Maria Eça de Queirós
- Viagens de Gulliver - Jonathan Swift
- Sonetos e Outros Poemas - Manuel Maria de Barbosa du Bocage
- Memorial de Aires - Machado de Assis
- Don Quixote. Vol. 2 - Miguel de Cervantes Saavedra
- A mulher Pálida - Machado de Assis
- A Dama das Camélias - Alexandre Dumas
- O Cortiço - Aluísio Azevedo
- CHARNECA EM FLOR - Florbela Espanca
- Cartas D’Amor – O Efêmero Feminino - José Maria Eça de Queirós
- Obras Seletas - Rui Barbosa
- A Inglezinha Barcelos - Machado de Assis
- A Senhora do Galvão - Machado de Assis
- A Alma do Lázaro - José de Alencar
- A “Não-me-toques”! - Artur Azevedo
- A Carne - Júlio Ribeiro
- O Livro da Lei - Aleister Crowley
- Conjugo Vobis - Artur Azevedo
- Eterna Mágoa - Augusto dos Anjos
- A Parasita Azul - Machado de Assis
- Cândido - Voltaire
- A Desejada das Gentes - Machado de Assis
- A Carta - Pero Vaz de Caminha
- Carolina - Casimiro de Abreu
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Este livro foi gentilmente cedido e enviado pelo autor/editora para ser resenhado. Fica, assim, automaticamente sujeito à Política sobre Resenhas Solicitadas deste blog. O texto abaixo pode conter revelações sobre o enredo (spoilers).

Estupro, assassinato, possessão demoníaca, matricídio, infanticídio, sadismo, luxúria, arrogância, ganância, prepotência. Satanás (Planeta do Brasil, 2009) é um livro de cenas fortes. Tem de ser, pois para falar sobre o Mal nada melhor que mostrá-lo em todas as suas facetas. E mostrando o que há de pior no comportamento humano, o escritor colombiano Mario Mendoza levanta sutilmente diversas questões: De onde vem o Mal? Seria ele uma provocação de um ser espiritual invisível, uma capacidade latente em todo ser humano ou ainda os atos alheios vistos sob uma ótica particular? Nós o provocamos ou ele nos provoca? Se a procura pelas respostas a estas indagações já seria interessante por si só, quanto mais demonstrá-las, indo além da discussão meramente filosófica ou teológica, no cotidiano de um padre, um pintor, uma golpista e um ex-soldado. Pessoas que passaram por situações que poderiam ocorrer com o leitor, pois ninguém está imune ao que acontece (de ruim) na ficção, quando esta imita a vida real.
Mendoza intercala nas mesmas cenas violência, fé, vingança, amor, desespero, caridade, etc., e o seu estilo econômico e certeiro nas palavras remete a imaginação a situações propositalmente carregadas, impossíveis de não causarem uma impressão marcante. A alternação rápida nas três histórias paralelas traz agilidade à narrativa e a rapidez temporal torna o fluxo da história ágil: se em um parágrafo combina-se algo para fazer, seja em outra hora ou dia, no próximo parágrafo a ação já acontece. Esta técnica geralmente agrada os mais acostumados às sequências rápidas da tevê e do cinema.
Em uma das histórias, o padre Ernesto se revela um homem que luta para manter a fé diante de pressões, externas e internas. Externas, pois o padre encontra-se com os tipos mais sinistros, capazes de, senão abalar as crenças mais fortes, ao menos provocar sérias reflexões sobre a fé, a igreja e a maldade. Internas, pois a decisão de negar o sexo e uma família própria são martirizantes. O padre se pergunta como alguém que se autoconsidera impuro e pecador pode aceitar ser chamado de santo e dar conselhos com uma consciência tranquila? De longe, entre todos os personagens do livro, Ernesto é o que traz maior riqueza ao debate filosófico sobre o Mal que nos rodeia, e o poder deste sobre nós.
“- Vemos frequentemente genta má, Enrique, invejosos, assassinos, ladrões, enfim, há para todos os gostos. Mas são pouquíssimas as ocasiões nas quais temos a oportunidade de ver gente realmente boa possuída pelo mal contra a sua vontade.” (pg. 57)A segunda história traz o pintor Andrés frente a duas decisões difíceis para continuar a sua arte: largar a namorada, por quem é apaixonado, e deixar de pintar retratos, por causa de uma recém adquirida habilidade fantástica. Mas, estaria a arte acima da vida real e deveria suplantá-la? Quanto um pintor, escultor, músico ou escritor estariam dispostos a sacrificar pela fama e reconhecimento, mesmo que posteriores? Assim como ocorre com o padre Ernesto, a narrativa sobre Andrés revela aspectos da literatura fantástica, tão famosa na tradição colombiana.
A terceira história paralela é a de Maria, uma órfã de vida dura desde a infância, porém honesta. Quando convidada a aplicar golpes no estilo “boa noite Cinderela” em homens ricos, vê a oportunidade de mudar de vida. Mas acaba sofrendo as conseqüências por se envolver em um ambiente que nunca foi o seu, fingindo ser quem não é. A reflexão gerada pelos infortúnios da moça e a atitude que ela toma diante destes, leva o leitor a raciocinar se um ato seria mau quando praticado contra a nossa pessoa, mas deixaria de sê-lo quando nós o praticamos? Estaria certo Sartre ao dizer que “o inferno são os outros”?
O personagem principal, e único não-fictício, aparece somente na metade do livro, e apenas em dois capítulos curtos, mas decisivos, pois ele é o elo entre todos os outros. Campo Elias é ex-combatente do Vietnã e não consegue adaptar-se à sociedade colombiana em que vive. Apesar de ocupar o seu tempo dando aulas particulares de inglês, as suas constantes brigas com a mãe idosa e com os vizinhos o tornam mais misantropo e misógino a cada dia. O fascínio de Campo Elias pelo homem-duplo, que possui dentro de si o bem e o mal, retratado na história de O Médico e o Monstro, dá vida ao terror da ficção de Stevenson.
“Não sei o que acontece comigo. Vejo que as pessoas têm amigos, namoradas, colegas de trabalho, e me pergunto como fazem para se relacionar e fazer parte do grupo social. Minha sensação é o contrário disso: estou por fora, flutuante, periférico, e observo da minha posição distante o comportamento daqueles que me rodeiam e com os quais não me identifico. Vejo-os como bichos de outra espécie, animais estranhos cujo comportamento não para de me surpreender.” (pg. 116)O título do livro pode assustar os religiosos mais conservadores, porém não deveria. Conhecer um problema que assola a todos (o Mal) e discuti-lo deveria ajudar tanto quanto um jogador de xadrez que estuda as jogadas do adversário. Contudo, tratar o Mal, ou qualquer outro assunto sério, como um tabu, não beneficia a ninguém. A tradução e revisão do livro são primorosas e, tirando um pequeno erro que só os mais fanáticos pela língua portuguesa perceberiam (um “obrigado” quando deveria ser “obrigada” na pg. 189), demonstram um jeito moderno e descomplicado (e porque não dizer nipônico?) de aprender o que mudou com a nova ortografia, sem esforço algum.
Acima dos dramas pessoais retratados acima, faz-se uma crítica direta aos problemas e a cultura colombiana, como a sujeição dos governantes do país ao controle externo em troca de comissões e subornos, o que acaba lembrando muito um certo país vizinho deles. E, vale ressaltar, o livro, apesar de trazer personagens fictícios, se baseia em um fato real ocorrido em 1986, em Bogotá, que mais tarde ficou conhecido como “O Massacre de Pozetto”. A adaptação para o cinema, Satanás (Colômbia, 2007), ganhou vários prêmios e traz poucas diferenças, a principal talvez seja a exclusão total da história do pintor Andrés, provavelmente para deixar a narrativa cinematográfica mais ágil e menos fantástica.

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Veja também:
- Entrevista em 2005 com Mario Mendoza, escritor e colega de faculdade de Campos Elias.

Prefácio: A filosofia de hagakure representa uma atitude muito distante do materialismo e do pragmatismo modernos. Seu apelo é mais intuitivo do que racional, e um de seus postulados básicos é o de que uma pessoa, usando apenas a razão, pode ficar sem rumo. (pg. 11)
Introdução: Conta-se que [quando tinha 20 anos] alguém lhe disse que seu rosto tinha um ar 'muito inteligente' e lhe avisou que Mitsushige não gostava de tal expressão. Tsunetomo diz que passou o ano seguinte em frente ao espelho tentando corrigir essa falha. (pg. 20)
Os homens de hoje [...] existem realmente muitos que possuem o pulso de uma mulher, e que poucos parecem ser homens de verdade. Por causa disso, se alguém fizer um pequeno esforço, ele se destacará com facilidade. (pg. 36)
Eu não conheço o caminho para derrotar os outros, apenas o caminho da minha própria derrota. (pg. 40)
Não é bom se limitar a um conjunto de opiniões. É um erro se esforçar para compreender as coisas e depois parar nesse ponto. Primeiramente se esforce muito para garantir que compreendeu o básico, depois pratique para que o que você aprendeu renda frutos. Isso é algo que se prepetuará por toda a sua vida. Não se conforme apenas com aquele conhecimento que você adquiriu, e sim pense: 'Isto não é suficiente'. Você deve buscar durante toda a vida a melhor forma de seguir o Caminho. E deve estudar, deixando que a mente trabalhe sem descanso. O Caminho está nisso. (pg. 46)
É uma falta de fibra imaginar que você não coneguirá alcançar o nível de seus mestres. Os mestres são homens. Você também. Se acha que será inferior ao fazer algo, com rapidez, então, você estará no caminho de realmente ser inferior. (pg. 63)
Estes são os ensinamentos de Yamamoto Jin'emon:
A sinceridade é poderosa.
Amarre até mesmo uma galinha assada.
Continue a esporear um cavalo que galopa.
Um homem que o critica abertamente não é conivente.
Um homem existe por apenas uma geração, mas seu nome existe até o final dos tempos.
Dinheiro é algo que estará lá quando for preciso. não se encontra um bom homem com tanta facilidade.
Caminhe com um homem de verdade por noventa metros e ele lhe contará pelo menos sete mentiras.
Perguntar o que você já sabe é sinal de boa educação. Perguntar o que não se sabe é uma regra." (pg. 210)

Olá garotos e garotas, pois bem, vocês queriam mais uma promoção? Aqui está!Desta vez, o Libru Lumen, em parceria com a Editora Planeta, vai sortear o livro Desculpa se te Chamo de Amor, do italiano Federico Moccia. Quem frequenta o blogue deve lembrar que comentei sobre o filme baseado no livro, que recebeu no Brasil o nome de Lição de Amor. A história do filme, e do livro, gira em torno de Niki, uma garota de 17 anos que se envolve em um romance com Alex, de 37.
Para concorrer, basta você responder à pergunta:
"Pra você, existe outro fator que complique
mais um relacionamento que a diferença
de idade? Por quê?"
mais um relacionamento que a diferença
de idade? Por quê?"
Todas as respostas estarão automaticamente concorrendo ao sorteio do livro, no dia 31 de outubro. É isto mesmo, desta vez é sorteio. Funciona assim: postou uma resposta, ganhou um número, que será usado no sorteio. O primeiro comentário terá o número 1, o segundo o 2 e assim em diante. Por indicação de um amigo, usarei o site Random.org para gerar o sorteio entre os números concorrentes.
Para os que lamentaram o branco na criatividade na promoção passada, esta depende só da sorte. E da sua participação, pois cada comentário que responder a pergunta é válido, sem limite de quantos você pode postar.
É claro que há algumas regrinhas para que a promoção funcione bem. Na verdade, só duas: a primeira é que o comentário precisa ser identificável. Isto quer dizer que comentários anônimos que não deixem um e-mail ou link de site, serão desconsiderados. Afinal, como vou saber quem será o anônimo ganhador se vinte mandarem e-mails dizendo ser ele? A segunda regra é a da netiqueta, nenhuma resposta vulgar, racista, preconceituosa ou que ataque direta ou indiretamente pessoas ou grupos de pessoas será sequer publicada. Mas tenho certeza de que você já sabia disso e que este aviso não foi pra você, certo?
Então, o que tá esperando? Comenta aí...

Trecho selecionado:
"Ao jovem que deseja escrever eu indicaria não olhar para os lados, nem mesmo para trás, a não ser para vislumbrar a própria sombra que possa ter sido produzida por um sol intenso que se coloca diante de seus olhos de forma a cegar seus passos futuros, queimar seu semblante, que pode ser tomado como um de preocupação, mas que estará revelado em todas as suas imprefeições e alegrias por um astro maior que, na realidade, não é nada além da mais absoluta vontade de viver, vencer e secar sobre uma terra onde faltam apenas suas lágrimas para germinar." - Sebastian Salto (pg. 181)


SINOPSE: Em Flash Forward, um evento sem explicação faz com que todos os habitantes da Terra fiquem inconscientes por 2 minutos e 17 segundos. Durante este período, as pessoas vêem cenas de seu futuro. O caos se espalha, já que muitos viram cenas desagradáveis e estão dispostos a tudo para impedir que esse futuro aconteça.
O centro da história é o agente do FBI Mark Benford (Joseph Fiennes). Em seu futuro ele vê que foi abandonado pela esposa, que voltou a beber e que seu parceiro foi assassinado. Benford também se vê caçado por um grupo de agentes mascarados. Logo o agente descobre que todas as visões mostram o mesmo dia, 29 de abril de 2010. Para tentar desvendar o motivo do blecaute mundial, a equipe de Benford começa a reunir um mosaico de visões diversas.
Flash Forward tem David S. Goyer (Blade Trinity) e Brannon Braga (24 Horas, Jornada nas Estrelas: Enterprise) como produtores-executivos. Além de Joseph Fiennes, o elenco inclui Sonya Walger, John Cho, Jack Davenport, Brian O'Byrne, Courtney B. Vance, Christine Woods, Zachary Knighton e Peyton List.
A ABC aprovou a produção de 13 episódios, que devem estrear entre setembro e outubro. Flash Foward será exibido às quintas-feiras, às 20h, horário que antecede o sucesso da casa Grey's Anatomy, às 21h. Fonte: Omelete.
É, já viciei na série ainda no 2º episódio. A mistura de Lost com The 4400 (prestem atenção nas músicas se ñ são as mesmas!) com elevado nível de mistério já me fizeram classificar como se não a melhor, uma das melhores séries de 2009. Fora que a série é baseada no livro homônimo de Robert J. Sawyer, q já entrou na minha lista-pra-12-reencarnações de leituras. Ô vida!
Pois é, não vou enrolar pra dizer quem faturou os dois livros da série Dexter, do escritor Jeff Lindsay. Só vou esclarecer como foi feita a seleção: como há muitos conhecidos meus participando da promoção, para que esta fosse o mais imparcial possível, pedi para alguns amigos blogueiros (que não estavam participando) indicarem quais frases acharam as melhores. Alguns indicaram apenas uma, outros três. O meu trabalho foi só contar quantas vezes a mesma frase foi indicada. Assim, a frase ganhadora, com mais votos, foi:
Parabéns, Leti, peço para que entre em contato comigo, meu email e msn estão no meu Perfil do Blogger, para informar seu nome e endereço completos para o envio dos livros.
Agradeço a participação de todos e também à Editora Planeta por disponibilizar os livros. Para aqueles que não ganharam, amanhã começa uma nova promoção aqui no Libru Lumen. Quem sabe não é desta vez?
"Se eu e o Dexter nos encontrássemos, eu o levaria para um passeio turístico aqui no Brasil. E o primeiro lugar a ser visitado seria o Congresso Nacional. Acho que seria um bom local para começar, onde encontraríamos diversão certa para o meu convidado ilustre."da usuária Leti.
Parabéns, Leti, peço para que entre em contato comigo, meu email e msn estão no meu Perfil do Blogger, para informar seu nome e endereço completos para o envio dos livros.
Agradeço a participação de todos e também à Editora Planeta por disponibilizar os livros. Para aqueles que não ganharam, amanhã começa uma nova promoção aqui no Libru Lumen. Quem sabe não é desta vez?









